Falo em transposição e penso em escada; degraus, subida. Sair dum nível e ir para outro, mais elevado.
Tenho notado que os últimos dias têm sido dias de transposição, em que venho experimentando uma autonomia que não me deixavam ter e para a qual, sinto, já estava preparado.
É claro que toda autonomia compõe-se de uma certa carga de responsabilidade. Penso numa e a outra me vem à mente, gratuitamente. Não, gratuitamente, não; mas de modo automático. Gosto de responsabilidade. Principalmente das que fazem de mim o dono de minha própria existência - meu único Senhor.
O que eu não gosto é de estar parado, vendo o mundo se mover. Não gosto de ser a paisagem. Se tem corpo que quer - e merece - estar num acelerado movimento, este corpo sou eu. Move on. On and on. On and on. Talvez daí é que venha minha paixão por potência, por carros. Não quero parar. A caminho de ser sempre o melhor, para quando for, de fato, competir comigo mesmo mais um pouco.
Estou realizado.

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